O Semeador e seus frutos

Você sabe que o evangelismo é um assunto que eu aprecio muito.

Trabalhei como obreiro bíblico por nove anos

Minha única função era levar pessoas ao batismo

E sempre ouvi que o que eu fazia, era trazer pessoas despreparadas para a igreja.

Sempre, em todos os lugares!

Havia sempre alguém pra dizer que evangelismo era sinônimo de batismo de pessoas despreparadas.

Quero dizer que algumas dessas observações negativas eram realmente motivadas pelo próprio evangelismo.

Conheci obreiros que realmente só se interessavam pela quantidade de batismos em detrimento do bom preparo do candidato.

Agora sou pastor distrital, e continuo ouvindo as mesmas declarações:

Cuidado pastor.  “Esta pessoa está bem preparada?”

O preparo para ser membro da igreja é, na minha opinião, fundamental, porém

Tenho notado que:

A crítica a muitos batismos numa igreja na maioria das vezes leva a batismo nenhum!

O medo da derrota tira a vontade de vencer.

A maioria dos membros se ressente quando alguém que se batiza abandona a fé

Se esquecem que há variedades de solo na parábola.  Que cada caso é um caso.

O resultado é a crítica ao evangelismo e por fim a própria extinção do evangelismo em uma igreja.

As pessoas não deviam perguntar se fulano está preparado para o batismo,

Elas deveriam, elas mesmas, ter o anseio de prover este preparo.

Deveríamos ter alegria em preparar alguém para o batismo sempre, mesmo que erros tenham sido cometidos no passado.

Esta alegria tem sumido do coração de muitas pessoas se é que um dia já esteve lá.

Somos uma igreja acima de tudo evangelística!

Como esta igreja pode deixar de gostar de evangelismo?

O problema não está com o evangelismo e sim com os espinhos, o solo rochoso da parábola do semeador.

Olhamos demais para os problemas e dificuldades e nos esquecemos que a semente que cai em boa terra dá frutos a trinta, sessenta e a cem por um.

Talvez por isto, vemos tanta gente sem dar frutos em nossas igrejas.