Confissão Pastoral #3: Palavras…


Mais uma vez estamos nos aproximando de um processo eleitoral. E como é característico dessas datas, os políticos já estão articulando suas campanhas e estabelecendo estratégias para convencer o eleitorado. E infelizmente usam de muitos artifícios reprováveis para conseguir êxito, como é o caso da crítica aos adversários.

As vezes me deparo com pessoas que usam a tal “crítica construtiva” para ajudar alguém ou até mesmo alertar para o que está acontecendo. Sinceramente eu fico com um pé atrás com essa “espécie” de crítica. Se recorrermos ao dicionário não encontraremos nenhuma definição positiva, somente negativa, destacando o mal. No meu ponto de vista crítica sempre é destrutiva.

Basta conhecermos alguns casos em que pessoas foram criticadas e o resultado foi tremendamente destrutivo. Apesar do evangelho não defender a crítica, muito pelo contrário, combate a crítica, temos a infelicidade de ver presente entre os cristãos esse hábito. Pessoas que se dizem cristãs
criticando seu irmão pelos mais diversos motivos. Como isso pode acontecer? É a mesma coisa de dizermos que não gostamos de maçã e logo após comer uma bela maçã. Cristianismo e crítica são opostos!

Mas por trás de uma discrepância como essa, vejo os planos de Satanás. Ele sabe o poder que nossa língua exerce tanto para vida, como também para a morte (Provérbios 18:21). Satanás, em sua esperteza, usa pequenos detalhes para nos derrubar. A princípio podemos não ver tanto mal em “falar algumas verdades” ou “chamar o pecado pelo nome”. Quando apontamos seus erros, nos julgamos superiores às pessoas que falharam, não porque somos melhores, masporque elas são piores que nós.

Satanás sabe que esse pequeno órgão pode nos levar a destruição. Por isso usa nossas paixões para nos incentivar a expressar tais sentenças. Em contra partida, Deus diz que nós devemos cuidar com o que falamos. Mesmo quando a situação é desfavorável somos chamados a ser diferentes, a não ser escravo dos sentimentos. Davi retrata bem isso em Salmos 39:1 “Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio”. Ele não queria pecar com a língua. Se estivesse sendo atacado por um
ímpio, mesmo assim Davi não queria falar o que não deve.

Infelizmente sabemos que não podemos falar mal, mas falamos. Não conseguimos controlar. Por isso minha preocupação, principalmente quando
leio o verso 25 do primeiro capítulo livro de Tiago: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a
sua religião é vã”. Precisamos refrear nossa língua, senão até nossa religião se torna vã!

Eu gostaria que todos os membros das minhas igrejas vivessem de acordo com esse ensinamento bíblico. Não desperdiçando a salvação por poucas
palavras. Eu gostaria que isso fosse vivido não só pelos membros, mas por nós pastores, que muitas vezes não damos o exemplo que de nós é esperado. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Pr. Jean Quenehen
Distrital
Associação Matogrossense